Mostrando postagens com marcador Livros. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Livros. Mostrar todas as postagens

1 de jan. de 2023

Se dê a oportunidade de criar um novo hábito! ❤️

      Oi meus amores, tudo bem com vocês?

Antes de mais nada quero desejar à todos um Feliz 2023, que seja próspero, feliz e com muita saúde!

Hoje nós vamos falar sobre hábitos e o quanto criar um novo hábito pode fazer bem para a gente. Então vou compartilhar com vocês a minha história sobre um hábito que estou me forçando a ter. Sempre convivi na minha família e na minha roda de amizades com pessoas que leem bastante, e mesmo que eu sempre tenha gostado de acompanhar blogs, ler notícias e coisas desse tipo, sempre tive uma resistência muito grande com livros. Eu tenho um probleminha de vista, chamado Estrabismo, o que faz meus olhos doerem muito quando são muito forçados, e minha cabeça também. Sem contar a dificuldade de foco que esse problema me causa. 

Então, sempre usei como justificativa o meu problema de vista para não ler. Mas ainda assim, vez ou outra eu ouvia falar de algum livro que me causava certa curiosidade, mas nunca foi algo que me fizesse ter o interesse de ler. Mas com o tempo, eu comecei a pensar o quanto ler faz bem em todos os sentidos. É uma forma de laser que é muito construtiva, nos faz aprender muitas coisas acumulando conhecimento sobre vários temas, além de conhecer lindas histórias. Então, com meus 24 anos decidi que ia começar a ler de vez enquanto. Entrei numa loja online de livros e comprei 3 que eu já tinha certa curiosidade.

Como tudo nessa vida, criar um novo hábito não é nada fácil. Eu levei muito tempo para ler os livros que eu havia comprado. Perdi o foco e o interesse várias vezes, mesmo gostando muito do conteúdo. Mas não desisti. Fui indo, no meu tempo, respeitando os meus limites, lendo pouquíssimos dias, mas finalizando todos os livros que comecei! Esse ano que acabou - 2022 - eu li 8 livros, numa média menos de 1 por mês, porém foram 3 apenas em dezembro. Então acho que depois de 2 anos tentando, eu finalmente estou conseguindo tornar um hábito, que está cada vez mais natural pra mim.

Sempre que falo sobre meus livros, escuto pessoas dizendo "Ah, queria tanto gostar de ler." ou "Queria tanto conseguir ler igual você" dentre outras coisas do tipo. E o que eu posso dizer pra todas essas pessoas é: Basta querer! Nós que escolhemos o que vamos fazer, nós escolhemos muita coisa nessa vida, e as vezes não temos essa noção. Hábitos é a gente que cria. E é tentando, é insistindo. No meu caso no momento, é com leitura, mas isso se encaixa para qualquer coisa que depende só da gente. Eu não gostava de ler, tenho dificuldades que enfrento até hoje, mas já que era algo que eu queria mudar em mim, tentei, e seguirei tentando!

Existem 3 pessoas que me influenciaram muito positivamente com relação as minhas leituras, a primeira delas, é minha irmãzinha (mais velha que eu, mas é irmãzinha): desde que me conheço por gente ela lê, e não é pouco. E sempre tão feliz e interessada nos livros. E é a pessoa mais incrível e inteligente que eu conheço. A segunda pessoa é minha ex-chefe, que é minha amiga Cleide. Ela tinha a meta de ler pelo menos um livro por mês, e sempre via ela lendo na hora do almoço, e sempre compartilhava comigo sobre os livros, eu achava o máximo. A terceira pessoa é o Youtuber Felipe Neto, que eu assisto a 12 anos e sempre incentiva muito a leitura, e dá muitas dicas. Os 3 são pessoas muito inteligentes, que eu admiro muito, o que contribui para que eu sempre tenha dedicação para continuar minhas leituras mesmo nas dificuldades e nos desânimos que as vezes dominam.

E ai, o que você acha de se propor a iniciar um novo hábito em 2023? Me conte nos comentários qual hábito você gostaria de ter e por algum motivo ainda não conseguiu.


O impacto de um livro

Por hoje é só isso, um beijo, se cuidem.
Instagram: Renatamendessf

29 de abr. de 2021

Resenha Literária: Mulheres não são chatas, mulheres estão exaustas

       Oi amores, tudo joia com vocês?

Hoje venho com a resenha literária de um livro escrito pela Ruth Manus, uma grande escritora: Mulheres não são chatas, mulheres estão exaustas. Para começar queria dizer que comprei esse livro pois me identifiquei muito com o título, e percebi que a esmagadora maioria de mulheres também se identificam, e isso é uma realidade muito triste! Outro ponto que eu queria ressaltar aqui, é que esse é um livro escrito para mulheres, porém eu acho de grande importância que qualquer homem que se importe com suas mulheres, mães, amigas, irmãs ou com qualquer outra mulher do mundo, também leia esse livro. Vai ser esclarecedor em muitos momentos!

Livro feminista

Vocês já devem imaginar que essa resenha é bastante positiva, e posso adiantar que esse foi um dos melhores livros que já li na vida! 

A Ruth inicia o livro tocando num ponto muito sensível, pelo menos pra mim. Algo que eu acho muito importante ser colocado em público sempre que possível para que a gente possa se livrar desse mal: A culpa! Ela aborda como nós mulheres vivemos cheia de culpas, principalmente pelo que não conseguimos fazer. Ela conta sobre um momento em um dia na academia, onde ela conversa com algumas mulheres, desconhecidas, e todas compartilharam suas preocupações e ela pôde observar o quanto a "Culpa" é um substantivo feminino. 

"E sabemos que não se trata apenas de um tipo de diálogo não habitual entre os homens, mas sim de um sentimento pouco habitual entre os homens. Alguns deles reconhecem as suas falhas, têm consciência dos erros que cometem, mas culpa...Culpa é um substantivo feminino. Será coincidência?"

Acho muito importante também, que ela faz questão de mostrar que nada veio de graça, e que tudo que nós mulheres temos direito hoje, foi conquistado por muita luta, de outras mulheres! Ela até relata que uma professora da faculdade uma vez disse: "A mulher que diz que nunca se sentiu discriminada por ser mulher é simplesmente uma mulher muito distraída." E essa é uma verdade muito verdadeira!!! 

Eu vivo numa luta todos os dias de tentar não ser injusta com outras mulheres, detesto situações que tentam me colocar contra outras mulheres, seja qual for ela. Mas a minha maior dificuldade é conseguir colocar na cabeça de outras mulheres a importância da SORORIDADE, pois sempre vem uns argumentos assim: "Ah Renata, mas tem muita mulher que(...)". E a Ruth falou algo que explica bem o porque devemos ser um pouco mais empáticas umas com as outras:

"E essa ideia simples deve ser nosso exercício diário: Olhar para as outras mulheres como olhamos para as nossas irmãs. Com o mesmo olhar de parceria, solidariedade e boa vontade que temos perante elas. Não é uma missão fácil, mas é uma coisa que precisamos exercitar e que melhoraria - e muito - a situação das mulheres no mundo. Está na hora de começarmos a dar suporte umas às outras, porque há muitos séculos os homens estão apoiando uns aos outros sem pestanejar.

Gente, pra vocês terem uma ideia, tudo isso que descrevi até agora foi abordado antes da página 50, e é difícil controlar a minha vontade de reescrever o livro todo nesse post. Gosto muito como ela fala do feminismo: "Não precisamos ter medo desse rótulo nem achar que isso é algo chocante." O livro nos trás um Spoiler muito curioso: Você está sonhando sonhos que não são seus! Gente, já parou pra pensar que existe todo um roteirinho já pronto para que a gente possa seguir? Nascer, crescer, casar, ter filhos e pipipipopopo... Ela deixa um questionamento: E eu lá quero essa vida? Convido todas as mulheres a refletirem, se querem isso porque realmente querem, ou se essa ideia está fixada na sua cabeça devido a cultura machista que vivemos.

Para as mulheres que decidem se casar e constituir uma família, ai começam as outras cobranças impostas pela sociedade: filhos! E é ai que ela deixa um recado muito importante:

"Eu já disse e repito: vida de mulher não é patrimônio público. Útero de mulher não é patrimônio público. Coração de mulher não é patrimônio público. (...) Nós não deveríamos ter que nos habituar às perguntas invasivas nem a lidar com isso com naturalidade. Por essa razão, como mulheres, devemos ser as primeiras a ter cuidado, pensando duas ou três vezes no que perguntamos, a quem, onde, quando e como. Nossa vida não tem que ser um livro aberto."

Bom, vou deixar aqui mais alguns trechos que julgo de extrema importância:

"Redistribuir as tarefas domésticas é algo urgente. As mulheres estão cada vez mais cansadas, e esse é um fator absolutamente decisivo. Mesmo nas casas em que se tem a preciosa ajuda de uma empregada doméstica, ainda é preciso fazer comprar, organizar a rotina, supervisionar o trabalho, conversar sobre o planejamento. E isso é outra coisa que os homens frequentemente não enxergam."

"Precisamos entender que somos todas vítimas do mesmo sistema do desconforto e da hostilidade. E que enquanto nós não abraçarmos umas as dores das outras, estaremos apenas fortalecendo o sistema que nos oprime e enfraquecendo a nós mesmas."

"Se nos convenceram de que falamos demais, passamos a achar que o certo seria estarmos em silêncio na maioria do tempo. Em que pese haver uma grande beleza no silêncio, esta só existe quando o silêncio não é fruto da opressão."

No final do Livro, a Ruth deixa algumas dicas para que a gente tente viver de forma um pouquinho mais leve, e eu vou escrever aqui as dicas que ela deu:

  • Questione todas as ideias que teoricamente nasceram com você
  • Diga o que você acredita que tem que ser dito
  • Defenda com unhas e dentes aquilo que você acredita
  • Seja menos responsável
  • Permita-se mudar de ideia
  • Não se culpe
  • Cuide de você mesma
  • Pare de julgar outras mulheres
  • Estabeleça limites 
Bom, eu poderia escrever muito mais coisas sobre o livro, mas o restante vou deixar para vocês conferirem. Tudo que descrevi aqui, não é nem um décimo do conteúdo do livro pra vocês terem uma noção. Então essa é uma leitura nota 1000, que eu recomento para qualquer pessoa!

Por hoje é só isso, um beijo, se cuidem.

Instagram: Renatamendessf