Oi amores, tudo joia com vocês?
Hoje venho com a resenha literária de um livro escrito pela Ruth Manus, uma grande escritora: Mulheres não são chatas, mulheres estão exaustas. Para começar queria dizer que comprei esse livro pois me identifiquei muito com o título, e percebi que a esmagadora maioria de mulheres também se identificam, e isso é uma realidade muito triste! Outro ponto que eu queria ressaltar aqui, é que esse é um livro escrito para mulheres, porém eu acho de grande importância que qualquer homem que se importe com suas mulheres, mães, amigas, irmãs ou com qualquer outra mulher do mundo, também leia esse livro. Vai ser esclarecedor em muitos momentos!
Vocês já devem imaginar que essa resenha é bastante positiva, e posso adiantar que esse foi um dos melhores livros que já li na vida!
A Ruth inicia o livro tocando num ponto muito sensível, pelo menos pra mim. Algo que eu acho muito importante ser colocado em público sempre que possível para que a gente possa se livrar desse mal: A culpa! Ela aborda como nós mulheres vivemos cheia de culpas, principalmente pelo que não conseguimos fazer. Ela conta sobre um momento em um dia na academia, onde ela conversa com algumas mulheres, desconhecidas, e todas compartilharam suas preocupações e ela pôde observar o quanto a "Culpa" é um substantivo feminino.
"E sabemos que não se trata apenas de um tipo de diálogo não habitual entre os homens, mas sim de um sentimento pouco habitual entre os homens. Alguns deles reconhecem as suas falhas, têm consciência dos erros que cometem, mas culpa...Culpa é um substantivo feminino. Será coincidência?"
Acho muito importante também, que ela faz questão de mostrar que nada veio de graça, e que tudo que nós mulheres temos direito hoje, foi conquistado por muita luta, de outras mulheres! Ela até relata que uma professora da faculdade uma vez disse: "A mulher que diz que nunca se sentiu discriminada por ser mulher é simplesmente uma mulher muito distraída." E essa é uma verdade muito verdadeira!!!
Eu vivo numa luta todos os dias de tentar não ser injusta com outras mulheres, detesto situações que tentam me colocar contra outras mulheres, seja qual for ela. Mas a minha maior dificuldade é conseguir colocar na cabeça de outras mulheres a importância da SORORIDADE, pois sempre vem uns argumentos assim: "Ah Renata, mas tem muita mulher que(...)". E a Ruth falou algo que explica bem o porque devemos ser um pouco mais empáticas umas com as outras:
"E essa ideia simples deve ser nosso exercício diário: Olhar para as outras mulheres como olhamos para as nossas irmãs. Com o mesmo olhar de parceria, solidariedade e boa vontade que temos perante elas. Não é uma missão fácil, mas é uma coisa que precisamos exercitar e que melhoraria - e muito - a situação das mulheres no mundo. Está na hora de começarmos a dar suporte umas às outras, porque há muitos séculos os homens estão apoiando uns aos outros sem pestanejar."
Gente, pra vocês terem uma ideia, tudo isso que descrevi até agora foi abordado antes da página 50, e é difícil controlar a minha vontade de reescrever o livro todo nesse post. Gosto muito como ela fala do feminismo: "Não precisamos ter medo desse rótulo nem achar que isso é algo chocante." O livro nos trás um Spoiler muito curioso: Você está sonhando sonhos que não são seus! Gente, já parou pra pensar que existe todo um roteirinho já pronto para que a gente possa seguir? Nascer, crescer, casar, ter filhos e pipipipopopo... Ela deixa um questionamento: E eu lá quero essa vida? Convido todas as mulheres a refletirem, se querem isso porque realmente querem, ou se essa ideia está fixada na sua cabeça devido a cultura machista que vivemos.
Para as mulheres que decidem se casar e constituir uma família, ai começam as outras cobranças impostas pela sociedade: filhos! E é ai que ela deixa um recado muito importante:
"Eu já disse e repito: vida de mulher não é patrimônio público. Útero de mulher não é patrimônio público. Coração de mulher não é patrimônio público. (...) Nós não deveríamos ter que nos habituar às perguntas invasivas nem a lidar com isso com naturalidade. Por essa razão, como mulheres, devemos ser as primeiras a ter cuidado, pensando duas ou três vezes no que perguntamos, a quem, onde, quando e como. Nossa vida não tem que ser um livro aberto."
Bom, vou deixar aqui mais alguns trechos que julgo de extrema importância:
"Redistribuir as tarefas domésticas é algo urgente. As mulheres estão cada vez mais cansadas, e esse é um fator absolutamente decisivo. Mesmo nas casas em que se tem a preciosa ajuda de uma empregada doméstica, ainda é preciso fazer comprar, organizar a rotina, supervisionar o trabalho, conversar sobre o planejamento. E isso é outra coisa que os homens frequentemente não enxergam."
"Precisamos entender que somos todas vítimas do mesmo sistema do desconforto e da hostilidade. E que enquanto nós não abraçarmos umas as dores das outras, estaremos apenas fortalecendo o sistema que nos oprime e enfraquecendo a nós mesmas."
"Se nos convenceram de que falamos demais, passamos a achar que o certo seria estarmos em silêncio na maioria do tempo. Em que pese haver uma grande beleza no silêncio, esta só existe quando o silêncio não é fruto da opressão."
No final do Livro, a Ruth deixa algumas dicas para que a gente tente viver de forma um pouquinho mais leve, e eu vou escrever aqui as dicas que ela deu:
- Questione todas as ideias que teoricamente nasceram com você
- Diga o que você acredita que tem que ser dito
- Defenda com unhas e dentes aquilo que você acredita
- Seja menos responsável
- Permita-se mudar de ideia
- Não se culpe
- Cuide de você mesma
- Pare de julgar outras mulheres
- Estabeleça limites





























